“Hino dos Excluídos”, releitura do artista Orgânico, contesta Hino de Morro do Chapéu a cerca das exclusões

“Hino dos Excluídos”, releitura do artista Orgânico, contesta Hino de Morro do Chapéu a cerca das exclusões

O Grito do Excluídos traz, nessa edição, a releitura do Hino de Morro do Chapéu, escrito pela professora homenageada nos Editais da Lei Aldir Blac, Judith Arlego, feita pelo poeta, pintor e ativista cultural Orgânico.

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Hino dos Excluídos

Para cantar e exaltar essa terra é preciso batuque de tambor, rufar!
Não apenas reconhecer suas belezas em notas filarmônicas.
Sou do Morro do Chapéu, uníssonos num só coração a pulsar?

Para defendê-la com ardor é preciso saber de onde brota o choro engolido, o sangue derramado.
Não somos ordeiros, somos submissos porque os coronéis seguram o chicote para que a gente seja hospitaleiro a seus interesses.

Nosso clima é invejável porque não é você que passa frio.
Temos sim, tradiçôes mil que saqueia os Payayás, cristianiza os quilombos.

Teu futuro será promissor quando forem corrigidos os abusos.
Teu progresso uma realidade quando a empatia deixar de ser virtual.

Talvez então, Morro do Chapéu terra sofrida, serás orgulho e esperança do Brasil.

Cidade jardim, ouve esse grito de revolta e verdades sem par.

Que unidos teus filhos lutem! Por justiça, solidariedade e amor.
Que uníssonos tenhamos a coragem de brilhar.

– Orgânico, GILMAR

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